Geografia através dos contos!

Estou usando a literatura para envolver meus filhos nos estudos de geografia.

Quem acompanha nosso Homeschooling há algum tempo, pode lembrar que usávamos o livro “Maps”. Todas gostávamos muito da abordagem. Porém esse ano tenho trabalhado para que as crianças ganhem autonomia nos estudos, por isso escolhi materiais em língua portuguesa.

Em nosso ciclo do segundo semestre estou usando um pouco do método sugerido em simply Charlotte Mason. Estamos usando o livro “Volta ao mundo em 80 histórias” que para nós tem se revelado um livro vivo. Nele encontramos contos folclóricos de diversas partes do globo. Cada dia lemos uma história. E cada dia despertamos a atenção para um pedacinho do mundo. O objetivo com meus filhos de 4 e 5 anos é introduzir o conceito de que existem diferentes paisagens, animais e povos. Está sendo um trabalho muito agradável para todos nós. Juntamos nosso mapa mundi, nosso globo e mergulhamos na leitura.

Minhas filhas mais velhas, que hoje tem 8 e 10 anos estão concomitantemente lendo o livro “Mundo uma introdução para crianças” que é atrativo pelas ilustrações e que aborda conceitos mais elaborados de geografia. A tarefa que segue a leitura é fazer uma redação resumindo a leitura e um desenho para ilustrar o texto e deixar o caderno lindo.

Estou usando o livro “Trabalhando com Mapas” para verificar o aprendizado das crianças maiores. São questões em formato bem escolar. Há em cada página uma explicação brevíssima e atividades de fixação do conteúdo. Esse material elas conseguem usar sozinhas e estão se saindo muito bem.

O que ensinar nos primeiros anos de vida segundo o método de Charlotte Mason?

Para Charlotte Mason nos primeiros anos devemos estabelecer as bases da educação, por isso enfatizou três áreas nas quais os pais devem se concentrar: bons hábitos, brincadeiras ao ar livre, e leitura. Deve-se destinar todos os dias tempo para ler em conjunto bons livros – incluindo a Bíblia. Fazendo isso, relaxe. Pois, assim você estará ofertando a melhor educação possível. O desenvolvimento acadêmico pode esperar; bons hábitos e valores não podem. Ela acreditava que o dever de um pai nessa fase é alimentar uma criança diariamente com amor e nobres idéias.

Charlotte Mason se baseia na ideia de que temos de educar um ser humano integralmente e não apenas sua mente. Para tanto, o método se baseia em três pontos fundamentais: educação é uma atmosfera, uma disciplina, uma vida.

Por “atmosfera” entende-se o ambiente da criança ao longo de seu crescimento, pois a criança absorve conforme assiste e ouve o seu entorno. As ideias que regem a sua vida como um pai passarão para seu filho se forem efetivamente aplicadas em seu modo de viver. Nossos filhos estão nos observando todos os dias e isso é uma das principais fontes de seu aprendizado.Portanto, precisamos nos perguntar: ” Que idéias verdadeiramente governam a minha vida? ” O seu filho está aprendendo que a raiva é a maneira de responder a conflitos, ou ele está absorvendo uma atmosfera de pacificação? Ele está sendo educado na “arte” de preocupação e ansiedade, ou ele está aprendendo a confiar no Senhor, mesmo nas pequenas coisas da vida?

Por “disciplina” entende-se que os hábitos cultivados na infância representam um terço dos elementos estruturantes da formação da criança. Ensinar a criança a concentrar-se atentamente nas atividades praticadas e buscar sempre uma execução perfeita é um dos princípios fundamentais nesse trabalho. Os bons hábitos advêm da repetição de uma determinada ação e deles muitas virtudes advirão.

Por “vida” Charlotte se refere aos conhecimentos acadêmicos que devem ser apresentados como pensamentos vivos.

Os livros selecionados são chamados de Livros Vivos, que são aqueles escritos por autores apaixonados pelo tópico e que por isso são capazes de tornar o conteúdo vivaz.

Ela estimula que se apresente as obras de grandes artistas e compositores para as crianças e que se permita que elas passem tempo apreciando e conhecendo pessoalmente seus trabalhos.

Não é de admirar que muitos homeschoolers adotam essa forma de educar pois é muito rica, compatível com o ambiente doméstico e nela se descortina para a criança o amor pelo aprendizado em si mesmo.


Charlotte Mason nos primeiros anos:

1-Brincar livremente:

Dê ao seu filho tempo de sobra para brincar livremente. Permita que ele se exercite ao ar livre e gaste muita energia e que se aproxime das maravilhas da criação de Deus no mundo que nos circunda.

2- Bons hábitos:
Os três principais hábitos que Charlotte recomenda que se trabalhem são:
– Completa atenção,
– Obediência pronta,
– Veracidade.
Esses são fundamentais que se estabeleçam durante os anos pré-escolares.

3- Leia:
Faça leituras em voz alta para o seu filho todos os dias. Lembre-se que você está cultivando o gosto dele a partir dos livros que selecionar, por isso não se contente com história tolas, aquelas que assumem que o seu filho não pode entender frases bem elaboradas, dê ao seu filho uma boa história, interessante e com grandes ilustrações. Além disso, não deixe de apresentar a Bíblia.

Como conduzir o Homeschooling com uma criança pequena?

Iniciar atividades com o primeiro filho pode ser um desafio. Qual é a hora de começar? Depende. Cada criança tem um desenvolvimento particular e a resposta para essa pergunta depende da maturidade e do interesse que a criança apresenta. É bom começar a estimular os filhos bem cedo: ler para eles, propiciar atividades que desenvolvam um bom desenvolvimento das habilidades físicas, apresentar belas imagens, explicar com precisão tudo o que a criança perguntar, cantar com ela e para ela. Isso já é ensinar, mas não é necessário que se comece as atividades de escolarização em tenra idade.
   Para quem pretende começar a ensinar uma criança entre dois e três anos é bom ter em vista os seguintes aspectos:
– Homeschooling é uma modalidade de ensino que não é igual escola, então não tente trazer a escola para casa sob pena de causar frustração tanto para o educando quanto para a educadora. O tempo longo que as crianças passam na escolinha não é todo gasto com atividades educativas. Muito se despende com aspectos necessários para que uma turma realize uma tarefa: reter atenção do grupo, longas explicações, assegurar que todos cumpriram com os objetivos, deslocamento de grupo de um espaço para outro. Em casa, uma criança dessa idade não precisa ficar horas fazendo atividades. Em pouco tempo ela cumpre com todos os objetivos que levariam uma tarde toda para se atingir com um grupo. Por isso, não massacre seu filho planejando uma rotina com muitas atividades. No tempo livre, deixe ele brincar e se dedicar às atividades de outro tipo.
– Na hora de planejar sua rotina lembre-se de que é natural que a criança pequena não tenha muita concentração. Por isso não conte que ela ficará mais do que 10 minutos em uma tarefa. O ideal é prever uma sequência para mudar o foco quando ela perder o interesse. Não se preocupe em oferecer muita informação, é preciso consolidar as novidades. Portanto, a repetição é sempre bem-vinda. Apresente a mesma atividade repetidamente e não passe para outro tema sem que se tenha dominado o anterior. Poucas coisas bem feitas é melhor do que muitas mal feitas.
– Cada criança tem um ritmo. Caso seu filho não se interesse ou não consiga fazer algo que você planejou não desanime, apresente a atividade novamente depois de algumas semanas. É possível que ele ainda não tenha maturidade para realizar aquela tarefa em especial.Procure outros meios de desenvolver a mesma competência.
– Deixe seu filho fazer as coisas por si mesmo. Não segure a mãozinha ou faça por ele. Não obrigue. Sempre mostre passo a passo para a criança como se faz aquilo que você planejou, então ela irá naturalmente reproduzir do modo que conseguir. Forçar ou fazer pela criança é o melhor modo de criar antipatia pelo assunto.
– A repetição dá segurança para os pequenos. Por isso, ter uma rotina previsível ajuda muito a garantir o ritmo de estudos. Se a criança souber que em determinado horário fará uma sequência de atividades, ela passará a esperar por esse momento sem resistências. Apresentar subitamente uma série de atividades num único dia pode ser assustador. Introduza um elemento de cada vez e só apresente o seguinte quando estiver satisfeita com a rotina do anterior.
– A ideia de previsibilidade é benéfica para a vida infantil em todos os aspectos. Esse é um modo de criar tranquilidade e harmonia no ambiente familiar. Além disso, essa é a fase de ouro para se desenvolver bons hábitos que acompanharão a pessoa pelo resto da vida.
– Para iniciar uma rotina de atividades é interessante criar pequenos rituais para o momento dos estudos. Assim, a criança fica ansiosa para mostrar que já sabe o que é esperado dela e participa de tudo com alegria. Quando quero envolver a atenção da criança em algo novo e encontro dificuldade costumo criar uma música associada aquele momento ou uma sequência divertida de gestos. Por exemplo, quando está na hora das atividades começamos com uma música sobre trem, fazemos uma fila e vamos andando até os nossos materiais. Com isso, as crianças já correm para “entrar no trem”.
– É sempre bom dramatizar nos gestos e na voz para chamar atenção para si. Isso é ainda mais eficaz durante as leituras em voz alta.
– Se o seu filho não para quieto e não se atraí pelo que você propõe,comece apresentando atividades  pelas quais ele se interesse. Logo ele irá se acostumar com a ideia de fazer trabalhos dirigidos e irá aceitar o que você propuser. Minha filha nessa idade começou a prestar atenção no que eu ensinava porque amava lidar com tinta, a irmã por sua vez era mais atraída por tesouras. Caso isso demore, tenha paciência, proponha outra coisa, seu filho pode ainda não estar maduro.
– É sempre bom lembrar que crianças que passam muito tempo diante de telas (computador, televisão, tablets e afins) tendem a se concentrarem muito menos nas atividades. Na vida real nada tem o ritmo das tecnologias. Em geral, a criança acostumada com o tempo da ação virtual se entedia facilmente e não acha atrativo ouvir histórias, desenhar, brincar no quintal. Quanto menor a quantidade de tempo diante da televisão melhor e maior será a chance de ela se interessar pelo que for proposto. Vale lembrar que existem diferentes temperamentos de crianças. Algumas crianças precisam de mais movimento do que outras. É bom respeitar as inclinações naturais de cada personalidade, mas cuidando para não extremar as tendências naturais. É bom para uma criança com tendência à inatividade que se estimule a atividade física, mas é bom deixá-la livre para executar tarefas mais pacatas e que tenha tempos de ócio – que não precisam ser na frente da televisão; É bom para uma criança com tendência ao movimento que se faça atividades que exijam repouso e concentração intelectual exclusiva. Mas é bom deixá-la livre para correr e pular muito.
– Um modo importante de manter a criança focada no que está fazendo é assegurar que no ambiente onde se estuda ou executa atividades não se tenha muitos estímulos. Caso haja brinquedos, objetos muito coloridos, sons dispersantes no espaço onde ela deve fazer suas atividades, ela facilmente  poderá se distrair. Por isso a preparação do ambiente também é importante.
– Quando seu filho não para quieto reflita se ele esta gastando suficientemente sua energia física. Criança precisa testar o próprio corpo, aprender a usá-lo, ou seja, precisa se movimentar. Para melhorar a concentração é interessante desenvolver alguma atividade física antes da atividade intelectual. Depois de atividade física – correr um bom número de voltas, imitar animais, pular- a criança estará mais apta a se concentrar numa atividade mental. Outro bom recurso é propor atividades que aliem as duas coisas.
– Atenção, crianças pequenas não precisam de muito estímulo artificial.Deixar a criança explorar e desenvolver autonomia já é um bom estímulo global para a criança. Além disso, muitas mães pensam que é necessário entreter seus filhos todo o tempo. Isso gera uma dependência no filho, que passa a querer ser entretido e a ter dificuldade em suportar a solidão saudável. Eles precisam aprender sozinhos a encontrar o que fazer. Até mesmo quando alegam estarem se sentido entediados é bom, porque precisam administrar também esse sentimento.
– Tempo em playgrounds e parques nunca é tempo desperdiçado e sempre é tempo de aprendizado! Transferir areia de um balde para outro é uma brincadeira, mas é também uma atividade valiosa para os pequenos. Áreas ao ar livre estimulam o desenvolvimento de inúmeras competências físicas e favorecem a socialização com outras crianças.
– Envolva seu filho nas suas atividades da casa. Contribuir desde cedo com as atividades domésticas é ótimo para a criança em todos os aspectos. Atividades simples do dia-a-dia e proporcionais ao tamanho e a força da criança são extremamente educativas. Lavar uma colherinha, separar roupas em pilhas de categorias diferentes, estender um lençol, dobrar uma toalhinha, guardar os objetos no lugar certo são todas tarefas extremamente educativas não apenas porque ensinam a lidar com a vida prática, mas também porque desenvolvem o raciocínio e a coordenação.
– Leve consigo seu filho para suas atividades fora de casa. Isso demanda um tempo de treinamento com a criança para que ela possa aprender o comportamento adequado, mas colabora para um aprendizado muito rico sobre o mundo que o cerca, sobre a convivência entre os adultos e sobre a sociedade. Não deixe de fazer isso por receio de incomodar terceiros, educar seus filhos é mais importante do que a opinião alheia. Depois de acostumados eles certamente vão encantar os observadores devido ao bom comportamento.
– Em famílias numerosas a criança pequena entra na rotina dos mais velhos de modo orgânico e sem esforço. Por isso, começar atividades com o primeiro filho pode ser mais difícil do que com os demais. Muitas mães são impelidas a achar que seus filhos ficarão pouco estimulados em casa e que a presença de outras crianças assegura o bom desenvolvimento. Note-se, porém, que em um grupo homogêneo de crianças da mesma idade aquelas que tem irmãos são mais estimuladas do que as demais, ou seja, a socialização familiar supera a escolar e a escola não supre essa riqueza. O melhor estímulo e o melhor parceiro de atividades certamente é um irmão.

Como ensino Matemática para meus filhos em casa

Acompanhar o desenvolvimento cognitivo de uma criança nos possibilita atuar no desenvolvimento introduzindo as técnicas mais eficientes para cada tipo de personalidade e de inteligência.
Esse ano, estamos usando três abordagens diferentes no ensino de matemática:
– materiais manipulativos de inspiração montessoriana,
– livros da editora Kumon publisher,
– livro didático “Mathematics” da Seton Press.
Elaboramos essa proposta porque, se por um lado, a diversificação de atividades e estratégias pedagógicas faz com que o assunto não seja excessivamente cansativo e mantenha o interesse pela novidade, por outro lado a constância e a repetição proporcionam a acomodação do aprendizado e asseguram a consolidação profunda das matérias apreendidas. Tentamos administrar as duas necessidades proporcionando constância com o trabalho do Kumon, atração pela descoberta autônoma com as atividades montessorianas e acompanhamos a grade curricular pertinente a série escolar seguindo o material da Seton.
A Escala Causinaire possibilita abordar uma gama imensa de conceitos tornando-os mais fáceis de serem percebidos mediante a feitura dos jogos nos quais a criança pode trabalhar autonomamente. O material acelera a compreensão dos conceitos matemáticos e dá a possibilidade de a criança descobrir, entender verdadeiramente e trabalhar sem muita mediação de adulto de forma que a ação pedagógica se restringe a apresentar o material e dar uma demonstração de como trabalhar com ele, propondo atividades que a criança desenvolve sozinha. Esse trabalho já nos trouxe agradáveis surpresas: Alice descobriu sozinha, e ficou encantada com a ideia, que a ordem dos fatores não altera o resultado.
Acreditamos nos patentes resultados da repetição para a fixação dos conteúdos. Por isso trabalhamos diariamente os livros da Kumon Publisher, cujo método é excelente para as diversas faixas etárias. Uma criança de 2 anos aprende o manejo do lápis, da tesoura, formas, e desperta para as noções elementares da sequência lógica, quantidades; ela também se depara com os nomes, formas e sequência dos números. Uma criança de 5 anos já pode trabalhar de modo mais significativo com os números e suas quantidades, com somas simples, com colagens e dobraduras, com números e sequências. Enquanto que aos 7 anos a criança já está inserida no universo das operações, e aprofundando o caminho cognitivo que vagarosamente foi trilhado no desenvolvimento dessas competências.
O trabalho lento e constante com livros e jogos, com disciplina e autonomia, com aplicações práticas e dirigidas da aplicabilidade na vida de tudo que aprendemos e estamos aprendendo – contar o tempo, medidas de massa, de comprimento e capacidade; noções de geometria plana e espacial, teoria de conjuntos, sistema monetário – objetiva estabelecer uma base sólida do raciocínio lógico e matemático.

Como ensino Língua Portuguesa para meus filhos

Nosso principal objetivo para 2015 é investir na leitura. Como nossas crianças estão adiantadas na alfabetização e lendo muito bem para as respectivas idades, consideramos que nossa meta nessa etapa é a fluência em leitura. Todos os dias todos lêem. Lêem em silêncio, lêem umas para as outras, escutam diversos tipos de leitura. Um bom trabalho de enriquecimento do imaginário.
Iniciamos esse ano – inspirados nos estudos que fizemos de pedagogia católica para aplicação das famílias e na palestra do professor Rafael Falcon As Crianças e o Trivium – um trabalho de linguagem que faz uso de textos clássicos. Reservamos um tempo expressivo para esse tipo de atividade. A Leitura, a compreensão de texto, a análise semântica e lexical se dão em paralelo, despertando a inteligência para o conteúdo valoroso que essas histórias trazem.
Recitamos poesias e as decoramos, fazemos cópias de textos para treinar a escrita caligráfica e também para nos demorarmos na observação de como os elementos da frase se comunicam e se ordenam.
Essa abordagem mais profunda e lenta é a preferida das crianças e é a que nos dá mais frutos.
Adotamos também dois materiais didáticos distintos para cada criança. Para Alice, que está precocemente alfabetizada, estamos trabalhando o livro “Casinha feliz” e o “Alfabetização Fônica”.
As abordagens do conteúdo são diferentes e complementares.
Alternando entre um livro e outro o mesmo conteúdo é apresentado de maneiras diferentes e é exercitado o suficiente para a assimilação.
Enquanto o primeiro livro traz histórias para apresentar os fonemas e músicas para criar um ambiente atrativo, o segundo trabalha de modo mais detalhado e dá uma rotina de atividades que permitem que a criança infira alguns padrões da língua.
Já para a Maria, uma criança em uma etapa mais adiantada da alfabetização, estamos trabalhando o livro “Descobrindo a Gramática” e o livro “Caminho Suave”.
O primeiro tem uma linguagem mais aparentada com a das revistinhas e das atividades de entretenimento, e trabalha o conteúdo gramatical.
O segundo apresenta atividades de compreensão de texto, vocabulário e ditados que propiciam o desenvolvimento de habilidades de importância vital.
Somando esses recursos temos teatrinhos, histórias lúdicas para memorização das nuances da língua, entendimento de texto, músicas, produção de texto, estudo de vocabulário, estudo de ortografia.

 

Como ensino História, Geografia, Literatura e Arte de modo interdisciplinar para meus filhos em casa

Nosso planejamento para 2015 é dar os primeiros passos sistemáticos no estudo de História Geral. Nossos estudos de Literatura, História, Arte e Geografia são concomitantes e interdisciplinares.
Inspirada no livro The Well Trained Mind de Susan Wise Bauer  decidi não abordar esse assunto como o fazem nas escolas. O modo como as humanidades são apresentadas nos livros didáticos das séries iniciais, partindo do mundinho infantil para o universo da cultura, é um tanto problemático, pois estimula uma concepção de mundo na qual a criança é de certa forma o centro do universo.
Por esse motivo, optei por uma abordagem clássica nos moldes da educação inspirada no Trivium. Ou seja, partindo do universo que nos cerca e do legado cultural que recebemos vamos caminhar lentamente para entender a nossa realidade. Desta forma, vamos mergulhar no passado e começaremos pelo Mundo Antigo.
Como não encontramos materiais verdadeiramente adequados para essa proposta em nossa língua, trabalharemos com enciclopédias e muitos livros paradidáticos. O currículo que seguiremos como linha mestra estará nas leituras em língua inglesa do material Story of the Word.
Além disso nosso objetivo é criar condições para uma compreensão profunda sem desrespeitar os limites da idade e do entendimento de mundo que hoje elas têm. Ou seja, trabalharemos fornecendo imagens e informações para que se possa compor uma ideia de como era a paisagem, a arquitetura, a arte. Isso será somado à leitura de textos clássicos e de livros ambientados no período para que se possa perceber como aquelas pessoas entendiam e sentiam o mundo.
Nossa técnica se compõe de leituras autônomas e leituras em grupo. Depois as crianças recontam e desenham o que aprenderam. Elas trabalham com mapas que representam os espaços nos quais os fatos sucederam, colorem imagens que apresentam o cenário visual que aprenderam, fazem projetos de artes, e sempre que possível assistem a filmes que retratam o momento histórico e a documentários.
Fizeram no ano passado um trabalho referente à pré-história e a civilização egípcia. Os egípcios foram de tal forma atrativos que as crianças pediram para insistirmos no tópico. Munidas de mais materiais continuamos nosso projeto e logo seguiremos para a Antiguidade Clássica.
Construindo pirâmides
Enciclopédias
Geografia do Mundo Antigo, Arte e literatura
Material didático, livros de colorir e de projetos artísticos

 

Como ensino Ciências para meus filhos em casa

Em nossa primeira etapa de estudos de ciências estudaremos Botânica. Para isso, vamos usar o livro “Reino Verde” da coleção Mundo da Criança.
Nosso intuito é trabalhar respeitando as curiosidades das crianças, mas também conduzindo a atenção para produzir o interesse pelos assuntos pertinentes. Semana passada, enquanto escolhíamos feijão, minha filha perguntou sobre a origem do feijão na natureza. Resolvemos plantar o feijão e acompanhar o resultado.
Optamos por trazer assuntos associados aos fenômenos e às coisas que podemos observar na natureza e com isso orientar a atenção. Não introduziremos teorias ou conceitos muito abstratos que não façam referência a nada que tenha realidade no mundo da criança. Idealmente pretendemos auxiliar a contemplação das coisas.
As plantas dão margem para muitas atividades práticas e fascinantes. Nessa primeira semana focamos nossa atenção nas sementes: tivemos o prazer de ver os feijões se proliferarem e analisamos diversos tipos de sementes. Pesquisamos e aprendemos o que elas são e suas partes.
Na sequência, fizemos uma atividade interdisciplinar de Artes com os vegetais que utilizamos para desenvolver o estudo de botânica. Empregamos os frutos como ferramentas para compor pinturas com tinta guache.