Como ensinei língua portuguesa para Alice em 2015

Alice aprendeu a ler em 2014. Como tinha apenas 4 anos, estabelecemos um longo período para consolidar o aprendizado.

A alfabetização aos 4 anos foi muito serena, pois Alice apresenta um enorme interesse em literatura infantil, e tinha uma prontidão para atividades dirigidas.

Os principais benefícios nesse arranjo foi a possibilidade de ela desenvolver fluência de leitura e a capacidade de ler para aprender.

Ao longo desse ano trabalhamos a fluência de leitura, mas optamos por não avançar em conteúdos pertinentes a um segundo passo depois do domínio da decodificação. Por isso, escolhemos mais uma cartilha de alfabetização para repetir as atividades. Os cadernos de atividades da Alice foram duas cartilhas: Alfabetização Fônica de Capovilla, a Cartilha do Caminho Suave.

O desenvolvimento da motricidade fina não acompanhou o desempenho na decodificação. Por isso trabalhamos muita caligrafia bem como atividades artísticas e artesanais que nos auxiliaram a promover o domínio do lápis e a escrita.

Terminamos mais um ano com muita motivação para estudar e com muitas conquistas para celebrar.

Como apliquei atividades sensoriais e artísticas em 2015

Em 2015 tivemos em casa um bebê, uma pré-escolar, uma criança de sete anos e uma de cinco. As atividades de educação infantil são ainda muito atrativas para as meninas maiores. Então procurei criar oportunidades para que todas pudessem explorar atividades sensoriais com tinta, massinha, argila, tecido, grãos. Produzimos alguns artesanatos durante nossos tempos de leitura em voz alta e fizemos paralelamente apreciação artística de grandes pintores da história. Em paralelo a isso todas as crianças tiveram aulas de musicalização. Nosso trabalho de pré-alfabetização envolve sempre muitas músicas do cancioneiro popular contando com rimas, travas-línguas. Enfrentamos algumas dificuldades em gerenciar o uso dos materiais e muitas das atividades ainda precisam de mais atenção. Contudo, as crianças se interessam e se esforçam para aprender e promovemos um tempo recreativo durante esses projetos que geralmente são motivados como registro ou fechamento de um bloco de estudos ou de leitura.

Atividades de movimento, esportes e passeios de aprendizagem em casa em 2015

Ao longo desse ano as crianças mais velhas, com 7 e 5 anos praticaram balé e natação em escolas especializadas. Foram atividades com grande interação social. Fizeram amigos e desenvolveram a coordenação motora e domínio do próprio corpo. O balé ofereceu também a oportunidade do cultivo de virtudes educacionais como disciplina e experiência da arte clássica com método.

Além disso, criamos oportunidades para que as crianças pudessem brincar de modo espontâneo e não estruturado em pracinhas e parquinhos com regularidade. Foram diversos passeios de aprendizagem que motivaram nossas tardes.

Aplicamos em casa um programa de atividades de movimento objetivando promover a consciência corporal. Praticamos o saltar, o chutar, o arremessar bolas, equilibrar-se, percorrer circuitos, dar cambalhotas. Esse programa esteve em nossa programação semanal tanto para as crianças maiores, quanto para as crianças em idade pré-escolar.

Como ensinei Inglês, História, Ciências e Geografia para meus filhos em 2015

Ao longo desse ano adotamos a coleção de livros da Seton Press em nossa família. Nosso objetivo era experimentar materiais didáticos próprios para educação domiciliar. Essa proposta nos auxiliou a entender as particularidades da modalidade do ensino individual e doméstico e distinguir as características que o diferenciam dos materiais didáticos pensados para ambientes escolarizados.

Nesse projeto tivemos a oportunidade de praticar cotidianamente a língua inglesa, pois os livros são importados e não existem em nosso idioma. Com isso, o trabalho bilingue ofereceu alguns inconvenientes e tornou a prática mais longa, mas por outro lado enriqueceu nossas atividades com esse outro conteúdo linguístico.

A metodologia dessa escola traz bastante conteúdo católico catequético permeando as disciplinas. Isso funciona como pequenos despertadores da fé. A experiência foi bastante interessante e promoveu um grande interesse nas crianças pela prática da religião.

Educação infantil em casa em 2015

Nesse ano nosso projeto de educação infantil foi ampliado. Conforme minha experiência anterior com a educação proposta por Susan Wise Bauer no Livro The Well-Trained Mind foi se consolidando, fui sentindo confiança para imergir em outras abordagens educacionais.

Encontrei um treinamento em método fônico na metodologia de Montessori e fiquei deslumbrada com o trabalho que é feito na educação infantil. Então procurei um currículo que oferecesse um pouco dessa abordagem em nosso lar.

Fizemos várias mudanças em nosso espaço físico para que a decoração doméstica ficasse mais amigável à infância. Estabeleci espaços com pouco estímulo visual, tirei algumas mobílias do caminho, substituí por móveis compatíveis com o tamanho das crianças.

Implementamos uma rotina de trabalho independente com materiais pedagógicos e treinos de vida prática e sensorial para que as crianças pudessem explorar livremente os materiais pedagógicos. Ampliamos as atividades de pré-alfabetização e as práticas de raciocínio lógico dentro dessa modalidade.

Além disso, continuamos com as leituras em voz alta, aos exercícios de modelação da linguagem, à leitura dialogal. Ofereci trabalhos artísticos, aulas de natação, de balé e de musicalização. Aplicamos momentos semanais aos treinos das atividades de movimento e passeios de aprendizagem ao ar livre com tempos de brincadeiras não estruturadas.

Mesmo a bebê ganhou seu quarto montessoriano com brinquedos adequados e cama no chão.

Percebemos uma expansão da autonomia e um grande interesse pelas atividades. Mas também não foram poucos os desafios para promover os tempos de silêncio e o respeito ao modo adequado de aplicar as estratégias de trabalho.

De modo geral a experiência foi agradável para as crianças e as oportunidades de enriquecimento cognitivo foram diversos.

Estamos confiantes de que a educação em família apresenta múltiplos formatos que podem trazer benefícios pela tutoria individual e pelo empenho no desenvolvimento de cada criança conforme suas particularidades.

Como ensinei Língua Portuguesa para Felice em 2015

Ao longo desse ano Maria fez grandes progressos em sus conhecimentos de Língua Portuguesa. Aprendeu a ler com fluência, tem grande interesse por literatura infantil, mas não se interessa muito por livros mais longos. Estamos encontrando um pouco de dificuldade com a concentração. Trabalhos extensamente os exercícios de ditado, cópia e entendimento de texto com o material da Professora de Papel. Maria gosta muito de ler e ilustrar as frases. Também progrediu muito na caligrafia. Empregamos o caderno de exercícios da Seton Press nessa tarefa e tivemos excelentes resultados. Maria se encanta com a beleza e gosta de caprichar em atividades que envolvam coordenação motora fina. Porém não conseguimos gerenciar adequadamente o tempo e muitas vezes gastamos muita energia nessa atividade. Fizemos uso do livro Caminho Suave para progredir nas atividades de gramática e também do livro Descobrindo a gramática. Maria tem mais interesse na apresentação lúdica do segundo material. Mas não percebo muito progresso na ortografia. Percebo muita imaturidade para lidar com as atividades do livro Caminho Suave. Iniciamos o trabalho com as fábulas de La fontaine em verso. Maria aprendeu a fazer uso do dicionário. Mas ainda enfrenta uma grande antipatia por exercícios que façam uso de vocabulário fora do comum. Nossos momentos de alegre deleite são as atividades de leitura em voz alta e exercícios de narração. Essas atividades são muito alegres e envolventes para ela. As construções de textos orais estão surpreendendo pela expansão do vocabulário e da capacidade de memorização. Além disso avançamos na memorização dos poemas de Cecília Meireles. Maria tem escolhido os livros que quer ler por diversão com muita alegria em nossos passeis em livrarias. Mas não se sente motivada com os textos de Monteiro Lobato que oferecemos. Seguimos lentamente e com firmeza. Fizemos um ano muito produtivo e alegre.

Como foi a educação infantil em casa em 2014?

Nesse ano nós assumimos integralmente a educação de nossos filhos. Nossas crianças estavam com 6 anos, 4 anos e 1 ano. Por isso estabelecemos duas metas para nossa família: a alfabetização e o estabelecimento dos fundamentos de uma educação clássica infantil.

Antes de mais nada, fizemos várias tentativas de rotinas que são a base de nossas atividades. Escolhemos atividades fixas fora de casa para promover momentos de atividade física e contato com outras crianças da mesma idade. Em nossos dias reservamos os tempos em que ficaríamos ao ar livre em pracinhas e parques para que as crianças tenham a oportunidade desenvolver o motor e de brincar de modo não estruturado. Nossas atividades extra-classe foram natação e balé. Ambas foram muito proveitosas e pretendemos manter no próximo ano.

Além disso,. o primeiro ano desescolarizado é um ano em que busquei encontra um equilíbrio dentro da rotina básica da vida natural em família. Encontrar os tempos de sono, de higiene, coordenar a alimentação, e determinar as janelas de tempo para sentar e vivenciar atividades pedagógicas.

Nossas atividades foram todas voltadas para a leitura, tanto o aprendizado da leitura, quanto muita leitura em voz alta, leitura dialogal, memorização de poesia.

Somado a isso, seguimos as sugestões de Susan Wise Bauer no livro The Well-trained Mind, que é um guia para educação clássica em casa, e oferecemos whorkbooks para desenvolver as habilidades próprias da educação infantil – recortar, colar, pintar, desenhar, grafismo, discriminação visual, orientação espacial, orientação temporal, sequência lógica.

O ritmo de vida, a oportunidade de criar vínculos profundos, o protagonismo em estabelecer o que fica e o que não fica em nossas horas dos dias foram uma experiencia com bons frutos. Encontramos um formato de vida, um modelo educacional que combina com nossas características e com nossos valores.

Como alfabetizei Maria Felice e Alice em 2014 em casa

Em 2014 Maria fez 6 anos e Alice fez 4 anos. Nesse ano nós assumimos integralmente a educação de nossos filhos.

Ambas as crianças estiveram muito adequadamente estimuladas e seus desenvolvimentos sempre foram compatíveis com a idade. Porém, nessa época começou-se a promover a alfabetização aos 4 anos. Então, tive a impressão de que minha criança de 6 anos que não conseguia ler Monteiro Lobato estava muito atrasada.

Por isso, a alfabetização foi um período de grande ansiedade para mim, a mãe. Mas, avaliando retroativamente, tudo correu bem. Maria aprendeu a ler na hora certa sem grandes dificuldades. não havia nenhum bicho de sete cabeças. O que eu aprendera com as mães americanas em seus podcasts e blogs sobre “ler é simples” se consolidou como uma realidade inequívoca, porém o processo foi cheio de armadilhas psicológicas e inseguranças.

Em 2013 eu recebi uma tutoria muito completa no Whorkshop de alfabetização da família Citele. Lá conheci o método “Professora de papel” e à coleção de materiais didáticos do Instituto Alfa e beto. Aqueles guias eram mais do que suficiente para instruir uma mãe dedicada. Porém a educação infantil em geral apresenta outras propostas de trabalho como trabalhos de movimento, de musicalização, de inglês, de numeracia. Ao longo do ano essas outras demandas foram concorrendo por minha atenção e todas entraram no cardápio junto com nosso grande pilar dos estudos que sempre foi a leitura em voz alta. Porém essa atenção fragmentada aliada às muitas demandas de uma família com crianças pequenas e mais um bebê que chegou nesse ano foram elementos de um estresse desnecessário.

Nos primeiro tempos tivemos que lutar para corrigir os vícios e confusões que Maria adquirira ao ter recebido instrução dentro da proposta do método global. Para nossa realidade esse método não apenas não funcionou, mas também causou muitos problemas e obstáculos para serem corrigidos.

Apesar dessa situação, Maria foi uma menina interessada e serena, não estava acostumada a tempos longos de concentração, nem em muitas tarefas de caderno. Mas tinha uma boa disposição para o trabalho intelectual e gostava de cumprir seu dever com capricho.

As histórias para alfabetizar foram muito alegres. O guia da professora de papel foi o suficiente para me oferecer uma metodologia detalhada com instruções específicas. Eu adaptei muitas das histórias a nossas realidade e aos nossos gostos. Fizemos também atividades do material do Instituto Alfa e Beto. O formato é mais parecido com o que ela estava acostumada a receber na escola. Mas considero um pouco excessiva a utilização de mais do que um material didático.

Os Minilivros do Instituto Alfa e Beto, na contrapartida, foram uma ferramenta importante para a conquista da fluência de leitura.

Enquanto isso, Alice que estava com 4 anos teve um desenvolvimento totalmente diferente. Eu pretendia focar minha atenção em Maria, mas Alice estava determinada a acompanhar a irmã. Empreguei com Alice o curso “Como educar seus filhos” do professor Carlos Nadalin. Fizemos a pré-alfabetização seguindo as instruções do curso, mas simultaneamente Alice estava interessadíssima no trabalho que estava sendo feito com Maria. A união das duas estratégias foi muito eficaz. Antes do fim do ano, junto com Maria, Alice estava lendo. Foi uma experiencia que nos proporcionou muita confiança em nosso trabalho, muita autoconfiança para Alice.

Terminamos o ano muito motivadas com nossos sucesso acadêmico, mas ainda buscando estratégias para melhorar nossa rotina, e de replicar nas outras disciplinas o sucesso que tivemos com a linguagem nesse ano.