Lamurienta

Quando falo nos Stories sobre nossa tendência feminina a lamúria, falo antes de mais nada de mim mesma. Curioso o quanto valorizamos tudo o que não está como gostaríamos, os desconfortos, as tristezas e dificuldades. E tantas vezes deixamos de olhar para as vitórias, para as conquistas e para as delicadezas que recebemos. Todos estivemos doentes aqui em casa essa semana. A virose foi contagiando um a um. Leonel esteve presente para todos nós: medicando e acompanhando cada uma das crianças nos tempos de convivência familiar. E depois dando atenção para mim, que sem virose já sou uma grudenta, adoentada fiquei extra manhosa. Eis que ele também adoeceu. Ele não é exigente, não é vitimista, não demanda atenção, não fala nada e tenta se virar sozinho, fica apenas distante e ríspido. Diante disso, eu já fui correndo reclamar dessa falta de tato comigo. Quando ele disse que estava com mal estar entendi o comportamento frio. E não pude deixar de me envergonhar por ser mal agradecida pelos cuidados e quão disposta a reclamar estou sempre. É uma luta. 

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