Quantidade ou Qualidade no tempo em família?

Uma das delícias da Educação domiciliar é passar tempo em quantidade com os filhos.
Escuto muito a história de que a qualidade do tempo é mais importante do que a quantidade. E isso tem lá seu fundo de verdade. Mas existe o perigo de se passar tão pouca quantidade de tempo em casa com a família que a qualidade fica comprometida também. Muitas vezes o que se faz é indulgenciar os filhos ou evitar corrigir os comportamentos inadequados, pois se sente que por passar tão pouco tempo juntos não se deve perder qualidade em conflitos. Mas, por amor aos nossos filhos, não podemos nos esquivar da correção e torcer para que eles se eduquem sozinhos. Precisamos atuar.
Os efeitos disso na educação dos filhos são agravados porque os demais cuidadores da crianças não tem autoridade para fazer o que é trabalho dos pais. O resultado é que a educação fica muito aquém da que seria se a mãe fosse mais presente.
Tempo de qualidade não quer dizer necessariamente tempo de prazer. Passar tempo de qualidade com os filhos, no meu entendimento, é estar com os filhos prestando atenção neles, interagindo com eles e buscando suprir suas necessidades reais. Para saber exatamente o que cada criança necessita, para ensinar o modo apropriado de se comportar, para auxilia-los a entender seus sentimentos, para poder aproveitar alguma atividade juntos, é necessário conhecer seu filho. E para isso é fundamental uma significativa quantidade de tempo.
Para a Criança a quantidade de tempo empreendida ao lado dos pais é sempre boa. Mesmo sem qualidade, a simples quantidade de tempo juntos é positiva. A criança é educada pelo exemplo. Se queremos que nossos filhos tenham os nossos valores não basta vê-los meia horinha no final do dia na frente da televisão. Quanto mais eles nos observarem mais aprenderão. Eles não necessitam ser o centro de nossa atenção o tempo todos. Mas é bom que eles estejam por perto. Além disso, essa proximidade física é condição para a proximidade psicológica. Precisamos gastar tempo para construir vínculos.
É evidente que cada família é única. Que as circunstâncias particulares diferem e que não dá para aplicar regras gerais. Mas as mães deveriam se perguntar: o espaço que o trabalho ocupa em minha vida é adequado para minha realidade? Dentro de minhas possibilidades de vida há equilíbrio entre meu trabalho e minha vida familiar? Há como eu estar mais próxima?
Uma vez que a coisa mais importantes que podemos e devemos dar aos nossos filhos não custam dinheiro – valores, exemplos, educação moral, senso transcendente da vida, amor, carinho, ou seja, precisamos dar o nosso tempo, precisamos dar a nós mesmos – porque não nos perguntamos se com uma estilo de vida mais modesto não conseguimos encontrar mais tempo?
Sem encontrar tempo para os filhos, nossa história de vida passa a ser: quando finalmente tivermos dinheiro suficiente para nos dar ao luxo de ter tempo para nossos filhos são eles que não terão tempo para nós. 

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