A socialização no Homeschooling é melhor do que a socialização compulsória das escolas – Homeschooling FAQ

Quando se pensa em homeschooling imediatamente surgem muitas dúvidas sobre socialização, em resposta a isso posso citar os principais motivos pelos quais no homeschooling ela é melhor do que nas escolas:

1. Por que devemos pensar que obrigando nossos filhos a conviverem com um grupo de crianças aleatoriamente disposta em uma sala seja um modo inteligente de socializá-los? Os inúmeros problemas no processo de adaptação das criança à vida em grupo que vemos nas escolas e que desafiam os educadores – bullying, depressão infantil, drogas, pressão dos grupos para que os adolescentes reproduzam comportamentos inadequados, exposição de fotos humilhantes em redes sociais – apontam para o fato de que a escola não é o espaço ideal de socialização.

2. Na infância nossos filhos estão consolidando seus valores e recebendo todo tipo de influência em ambientes de convívio. Eles não tem as defesas psicológicas que nós adultos temos diante dessas dificuldades que comprovadamente podem deixar marcas profundas na personalidade. É direito e dever dos pais escolher espaços de socialização que respeitem os valores e a visão de mundo da família. Quando maiores e com o senso de valor próprio e uma personalidade mais consolidada a inserção em um meio adverso é necessariamente melhor.
3. A escola não é o único espaço de socialização que existe! No homeschooling ela acontece no mundo real e não numa bolha chamada escola. Uma vez que o objetivo da educação é preparar a pessoa para a vida adulta, o ensino domiciliar apresenta possibilidades de interação mais próximas daquela com que a pessoa irá se deparar ao longo da sua vida. Afinal, não há ambiente mais artificial do que a escola.
4. Fora do espaço escolar a criança conviverá com todo tipo de pessoa: crianças da mesma idade, crianças maiores, idosos, crianças menores, adolescentes, adultos, diferentes níveis culturais, econômicos e em contextos reais – a biblioteca, o museu, a loja, a feira, a igreja, o mercado, o parque, a aula, a casa dos amigos. No ensino domiciliar a criança experimenta o mundo adulto e aprende como se relacionar com a diversidade humana.
5. Pode-se dizer que foi bem socializada a pessoa que consegue se relacionar bem com pessoas de todas as idades e de todas os extratos sociais. Como ensinar isso inserindo a criança na escola que é um ambiente onde se relaciona apenas com outras crianças da mesma idade? Em diferentes espaços ela pode se deparar com um número maior e mais variado de crianças do que no restrito grupo de amiguinhos da escola.
6. Quando passam muitas horas por dia com os colegas da mesma idade aprendem a imitar seus comportamentos e criam a expectativa de que precisam fazer e ter tudo o que os outros têm e fazem. Em casa a criança tem modelos de comportamentos mais maduros em que se espelhar.
7. Quando passa muitas horas por dias com um grupo a criança tem sua autoimagem fundamentada na visão que os pares têm dela. Ou seja, seu senso de valor próprio depende da aprovação de terceiros. Crianças escolarizadas fora da escola têm sua autoimagem baseada nas capacidades e características reais que lhe são apontadas em família, em um ambiente onde todos querem que ela se conheça verdadeiramente. Assim, sua autoestima não dependerá da opinião do grupo.
8. Em casa é que se ensina a tal “educação que se dá em casa” – a educação não formal – da qual nossa sociedade anda tão carente. Nosso mundo precisa de  adultos com mais qualidade humana, ou seja, precisamos de mais mães educadoras. Quando trabalhamos a educação formal também em casa nos vemos obrigados a cultivar bons hábitos e virtudes. Com uma convivência mais próxima conhecemos os filhos intimamente e temos o tempo e a disponibilidade para planejar atividades visando desenvolver a nobreza de caráter e a bondade.
9. A criança não aprende a perceber o convívio social como uma guerra da qual precisa aprender a se defender. A inserção do individuo na sociedade acontece gradualmente conforme vai aprendendo a respeitar, exigir respeito para si e para os outros, amar ao próximo e olhar com paciência as necessidades dos demais.
10. Com a proximidade dos pais a criança se torna mais segura diante dos desafios de interação social. Desse modo o filho pode buscar orientação quando se sentir inseguro sobre o modo adequado de lidar com as múltiplas situações concretas, com os sentimentos novos que aprenderá a conhecer e a nomear.
11. O relacionamento entre pais e filhos têm mais qualidade. Naturalmente os pais conhecem mais as particularidades de cada filho e acompanham de perto seu desenvolvimento integral quando se dedicam pessoalmente a sua educação. Uma vez que as modernas pesquisas sobre o desenvolvimento do ser humano apontam a qualidade do relacionamento com os pais na infância como fator importante na formação de adultos com qualidade de vida, o ensino em casa é necessariamente mais saudável para a formação da personalidade.

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