Como ensino Matemática para meus filhos em casa

Acompanhar o desenvolvimento cognitivo de uma criança nos possibilita atuar no desenvolvimento introduzindo as técnicas mais eficientes para cada tipo de personalidade e de inteligência.
Esse ano, estamos usando três abordagens diferentes no ensino de matemática:
– materiais manipulativos de inspiração montessoriana,
– livros da editora Kumon publisher,
– livro didático “Mathematics” da Seton Press.
Elaboramos essa proposta porque, se por um lado, a diversificação de atividades e estratégias pedagógicas faz com que o assunto não seja excessivamente cansativo e mantenha o interesse pela novidade, por outro lado a constância e a repetição proporcionam a acomodação do aprendizado e asseguram a consolidação profunda das matérias apreendidas. Tentamos administrar as duas necessidades proporcionando constância com o trabalho do Kumon, atração pela descoberta autônoma com as atividades montessorianas e acompanhamos a grade curricular pertinente a série escolar seguindo o material da Seton.
A Escala Causinaire possibilita abordar uma gama imensa de conceitos tornando-os mais fáceis de serem percebidos mediante a feitura dos jogos nos quais a criança pode trabalhar autonomamente. O material acelera a compreensão dos conceitos matemáticos e dá a possibilidade de a criança descobrir, entender verdadeiramente e trabalhar sem muita mediação de adulto de forma que a ação pedagógica se restringe a apresentar o material e dar uma demonstração de como trabalhar com ele, propondo atividades que a criança desenvolve sozinha. Esse trabalho já nos trouxe agradáveis surpresas: Alice descobriu sozinha, e ficou encantada com a ideia, que a ordem dos fatores não altera o resultado.
Acreditamos nos patentes resultados da repetição para a fixação dos conteúdos. Por isso trabalhamos diariamente os livros da Kumon Publisher, cujo método é excelente para as diversas faixas etárias. Uma criança de 2 anos aprende o manejo do lápis, da tesoura, formas, e desperta para as noções elementares da sequência lógica, quantidades; ela também se depara com os nomes, formas e sequência dos números. Uma criança de 5 anos já pode trabalhar de modo mais significativo com os números e suas quantidades, com somas simples, com colagens e dobraduras, com números e sequências. Enquanto que aos 7 anos a criança já está inserida no universo das operações, e aprofundando o caminho cognitivo que vagarosamente foi trilhado no desenvolvimento dessas competências.
O trabalho lento e constante com livros e jogos, com disciplina e autonomia, com aplicações práticas e dirigidas da aplicabilidade na vida de tudo que aprendemos e estamos aprendendo – contar o tempo, medidas de massa, de comprimento e capacidade; noções de geometria plana e espacial, teoria de conjuntos, sistema monetário – objetiva estabelecer uma base sólida do raciocínio lógico e matemático.