Como alfabetizei Maria Felice e Alice em 2014 em casa

Em 2014 Maria fez 6 anos e Alice fez 4 anos. Nesse ano nós assumimos integralmente a educação de nossos filhos.

Ambas as crianças estiveram muito adequadamente estimuladas e seus desenvolvimentos sempre foram compatíveis com a idade. Porém, nessa época começou-se a promover a alfabetização aos 4 anos. Então, tive a impressão de que minha criança de 6 anos que não conseguia ler Monteiro Lobato estava muito atrasada.

Por isso, a alfabetização foi um período de grande ansiedade para mim, a mãe. Mas, avaliando retroativamente, tudo correu bem. Maria aprendeu a ler na hora certa sem grandes dificuldades. não havia nenhum bicho de sete cabeças. O que eu aprendera com as mães americanas em seus podcasts e blogs sobre “ler é simples” se consolidou como uma realidade inequívoca, porém o processo foi cheio de armadilhas psicológicas e inseguranças.

Em 2013 eu recebi uma tutoria muito completa no Whorkshop de alfabetização da família Citele. Lá conheci o método “Professora de papel” e à coleção de materiais didáticos do Instituto Alfa e beto. Aqueles guias eram mais do que suficiente para instruir uma mãe dedicada. Porém a educação infantil em geral apresenta outras propostas de trabalho como trabalhos de movimento, de musicalização, de inglês, de numeracia. Ao longo do ano essas outras demandas foram concorrendo por minha atenção e todas entraram no cardápio junto com nosso grande pilar dos estudos que sempre foi a leitura em voz alta. Porém essa atenção fragmentada aliada às muitas demandas de uma família com crianças pequenas e mais um bebê que chegou nesse ano foram elementos de um estresse desnecessário.

Nos primeiro tempos tivemos que lutar para corrigir os vícios e confusões que Maria adquirira ao ter recebido instrução dentro da proposta do método global. Para nossa realidade esse método não apenas não funcionou, mas também causou muitos problemas e obstáculos para serem corrigidos.

Apesar dessa situação, Maria foi uma menina interessada e serena, não estava acostumada a tempos longos de concentração, nem em muitas tarefas de caderno. Mas tinha uma boa disposição para o trabalho intelectual e gostava de cumprir seu dever com capricho.

As histórias para alfabetizar foram muito alegres. O guia da professora de papel foi o suficiente para me oferecer uma metodologia detalhada com instruções específicas. Eu adaptei muitas das histórias a nossas realidade e aos nossos gostos. Fizemos também atividades do material do Instituto Alfa e Beto. O formato é mais parecido com o que ela estava acostumada a receber na escola. Mas considero um pouco excessiva a utilização de mais do que um material didático.

Os Minilivros do Instituto Alfa e Beto, na contrapartida, foram uma ferramenta importante para a conquista da fluência de leitura.

Enquanto isso, Alice que estava com 4 anos teve um desenvolvimento totalmente diferente. Eu pretendia focar minha atenção em Maria, mas Alice estava determinada a acompanhar a irmã. Empreguei com Alice o curso “Como educar seus filhos” do professor Carlos Nadalin. Fizemos a pré-alfabetização seguindo as instruções do curso, mas simultaneamente Alice estava interessadíssima no trabalho que estava sendo feito com Maria. A união das duas estratégias foi muito eficaz. Antes do fim do ano, junto com Maria, Alice estava lendo. Foi uma experiencia que nos proporcionou muita confiança em nosso trabalho, muita autoconfiança para Alice.

Terminamos o ano muito motivadas com nossos sucesso acadêmico, mas ainda buscando estratégias para melhorar nossa rotina, e de replicar nas outras disciplinas o sucesso que tivemos com a linguagem nesse ano.

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