Ensine seus filhos a obediência para formar adultos verdadeiramente livres

Tenho visto muito ser dito acerca da supostos efeitos negativos de se ensinar aos filhos a obediência. Percebo que o modo como a questão é colocada faz parecer que ao ensinar um filho a obedecer se está criando uma pessoa reprimida, sem iniciativa e incapazes de seguir a própria consciência.

Por ser mãe e saber que a expectativa da obediência sempre visa o beneficio da criança, e muitas vezes um benefício que ela é incapaz de entender, e também porque a virtude da obediência é fundamental para todos, penso que ensinar alguém a resistir a autoridade paterna é o modo menos indicado para se atender a meta de criar adultos críticos e capazes de dirigir suas vidas pautados nas próprias ideias.

De modo geral desobedecer – principalmente na infância – é fácil. Para isso basta atender os próprio apetites, desejos e impulsos, ou seja, qualquer um é naturalmente inclinado para isso. Já obedecer é consentir voluntariamente com uma vontade que muitas vezes pode até ser oposta aos desejos e apetites. Exatamente por isso obedecer custa, exige esforço, demanda reflexão.
Ensinar um filho a virtude da obediência implica em proporcionar o desenvolvimento de uma liberdade muito maior do que simplesmente abandoá-lo a mercê de si mesmo. É necessário dominar a si mesmo para ser capaz de obedecer.
No entanto, o que vemos hoje em dia é que cada vez mais as pessoas estão enfraquecidas no que concerne à obediência e à força de vontade. É comum não conseguirem obedecer nem a si próprias!
São tão escravas das próprias paixões que não tem a liberdade para conseguir fazer uma dieta, ou para acordar no horário, ou para batalhar por uma conquista profissional, ou para resistir a um impulso de consumo.
É muito importante ensinar aos filhos a ponderar sobre as consequências das escolhas e das atitudes, é importante ensinar a refletir antes de agir, é importante que tenham  discernimento e que pautem livremente as atitudes segundo uma hierarquia de bons valores. É importante que entendam os princípios que receberam e que busquem a verdade, a nobreza, a justiça. E para que que consigam atingir essa maturidade precisamos exercer a autoridade paterna. Esse é um dever dos mais graves, pois a criança, que não tem o discernimento maduro, conta conosco para conduzi-la enquanto ela não estiver pronta para obedecer ou desobedecer com verdadeira liberdade interior. Contudo, deixar o filho sob o jugo da tirania de si mesmo é uma negligência covarde.

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